Diante de tantas dificuldades no Brasil, é impossível não pensar em possíveis alternativas para  mudar, melhorar, progredir. Uma dos mais notórios problemas, inegavelmente, é o gigantesco número de processos judiciais, o que representa dispêndio de dinheiro, tempo e vida das pessoas envolvidas. Mahatma Gandhi afirmava que temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo. Nosso país é tão rico, grande, amistoso, pacífico. Pergunto-me a todo instante: por que temos tantos processos? O que podemos fazer para minimizar isso? 

Para encontrar a melhor resposta, primeiro é necessário entender a raiz do problema. Minha intenção não é transcorrer sobre assuntos genéricos. Vamos direto ao ponto: quero falar um pouco sobre a “cultura do judiciário”.

Todos nós, quando enfrentamos uma situação de conflito, pensamos instintivamente: “tenho razão, se a outra parte não me atender como deve, vou procurar meus direitos” Não lhe parece familiar? Qualquer que seja o embate ouve-se logo o grito pelos “meus direitos”, Mas será que esses “direitos” não perderam o sentido? Será que perdemos nossa capacidade de entendimento, ou, mais ainda, não conseguimos mais ouvir o outro?

Às vezes problemas banais se tornam grandes embates judiciais, Por quê?

Claro que temos direitos, e temos que fazê-los valer. Também é fato que existem pessoas e empresas que se aproveitam da grande maioria que não busca pelo cumprimento dos seus direitos, mas não é a isso que me refiro. Falo aqui dos conflitos rotineiros que poderiam ser resolvidos de maneira harmoniosa, objetiva, sem que, para haver um ganhador, deva existir um perdedor. Não somos hipossuficientes, somos capazes de reger nossas vidas. Mas como exercer essa autonomia?

Chegamos ao ponto! As pessoas de maneira geral ainda desconhecem a possibilidade de resolver seus problemas através da Arbitragem, Conciliação e Mediação. É possível solucionar a maioria dos conflitos através de alguma dessas modalidades extrajudiciais como, por exemplo, os trabalhistas, familiares, empresariais, condominiais e assim por diante.

Estou aqui pensando, obviamente existem interesses, os quais hoje não vou mencionar, mas claro que há motivos para se cultivar e continuar com toda essa carga de processos… Bem, deixemos essa conversa para outro dia.

Voltando ao tema dessa conversa, independente dessa cultura litigante que tentam nos impor, sabemos que somos capazes de resolver qualquer coisa, quando há vontade das partes em solucionar. Basta ter “Vontade de Resolver”.

Aliás, como disse no primeiro post, um dos motivos em fundar a Concilia é ter encontrado uma maneira menos sofrida em solucionar os problemas.

Antes de ingressar nesse apaixonante ramo de atuação, eu trabalhava em uma empresa com enormes dificuldades financeiras. Apesar disso a empresa sempre primou por honrar seus compromissos com os colaboradores, mesmo àqueles com contrato de trabalho encerrado. Ao ver o sofrimento das partes (uma querendo pagar, mas sem condições diante da opressiva legislação trabalhista, e a outra desejando receber o que lhe era de direito), procurei alternativas. Encontrei na Arbitragem / Mediação uma excelente saída.

Posso garantir que foi uma experiência muito boa conseguir chegar a um consenso com cada um que ali estava. Até encontrar essa alternativa, havia uma verdadeira guerra instaurada: a empresa acuada vislumbrando inúmeros processos trabalhistas, sem conseguir imaginar como faria para se defender, e, de outro lado, sindicatos intransigentes. Aliás, para essas instituições sindicais, defender o trabalhador é basicamente constatar que “É OBRIGAÇÃO A EMPRESA PAGAR”. Chega a ser engraçado, se não fosse patético. Obrigar? Como, se a empresa está sem recursos? Há de outro lado, ainda, o funcionário sem receber sua rescisão, sem conseguir sacar FGTS, sem dar entrada no Seguro Desemprego, com muita raiva da empresa. A Guerra declarada sem nenhum vencedor.

Pois bem, foi através da Arbitragem / Mediação que conseguimos fazer as partes se ouvirem, falarem, discutirem, extirpar raiva, e, finalmente, concretizar a negociação eficaz para os envolvidos.

Desde esses tempos, mesmo com o bom desempenho obtido, notava que ainda havia muito a fazer, pois as Câmaras com as quais trabalhei não tinham a estrutura adequada, muitos profissionais deixavam a desejar. Faltava-lhes o mais importante: a dinâmica do conhecimento de uma empresa, saber falar a linguagem do atendido. Diversas vezes precisei atuar como uma “Tecla SAP”, enquanto decifrava um lado para o outro.

Por isso, tenho convicção que estou no caminho certo, pois a Câmara Concilia reúne tudo o que é necessário para dar um atendimento real e eficaz. O primeiro passo que tomei foi me associar a um renomado escritório de advocacia, com profissionais atuais e relevância em seus trabalhos. Além disso, somos assessorados por uma contabilidade eficiente e por uma equipe de profissionais de várias áreas para oferecer suporte na atuação de arbitragem e mediação, tais como engenheiros, psicólogos, médicos.

Tudo isso para que cada trabalho desenvolvido pela Concilia seja pautado com conhecimento real da causa.

Por isso é que a Câmara Concilia tem se destacado pelo seu atendimento, simples, objetivo e eficaz. Nós já estivemos do outro lado. Já sentimos as dores da empresa e as dores dos funcionários.

Não é por acaso que nossa taxa de êxito nas negociações é de 100%. Estamos estruturados para atender as duas partes.

Até a próxima!